TRANSMISSÃO EPIGENÉTICA ENTRE GERAÇÕES

 

Nem tudo o que sentimos começou em nós - mas tudo pode ser curado por nós.

 

A epigenética já comprovou que experiências emocionais intensas vividas por pais, avós, bisavós deixam marcas químicas nos genes - e essas marcas podem ser transmitidas por até 3 gerações.

Isso significa que:

 

- você pode carregar medos que não são seus

- ansiedades que não combinam com sua história

- padrões emocionais que começam antes de você nascer

- tendências emocionais herdadas da família

 

Mas isso não te define: essas marcas podem ser ressignificadas e desprogramadas.

 

1 - Avós que passaram por guerras ou pobreza

Quando um avó ou avô viveu: guerras, fome, pobreza extrema, abandono, violência, perseguições, perdas traumáticas

 

O corpo deles ativou genes de:

- sobrevivência

- economia de energia

- hipervigilância

- medo do futuro

- estresse crônico

- dificuldade de confiar

Esses genes, quando ativados por muito tempo, deixam marcas epigenéticas, que podem ser transmitidas aos filhos e netos.

 

Como isso aparece nos descendentes?

Mesmo com uma vida confortável e segura, o neto pode sentir:

 

- medo de faltar dinheiro

- ansiedade de "não dar conta"

- preocupação excessiva

- sensação de que algo ruim vai acontecer

- dificuldade de relaxar

- compulsão por trabalhar

- guardar tudo por segurança

- culpa ao gastar

 

É como se o corpo estivesse vivendo um trauma que não pertence ao presente.

 

2 - Mães ansiosas = herança do Medo Silencioso

A ansiedade materna tem grande impacto epigenético.

Se a mãe durante a gestação ou criação, viveu:

 

- medo, incerteza, rejeição, depressão, tensão, insegurança, instabilidade familiar

 

O bebê absorve esse estado emocional através de:

- cortisol materno

- batimentos cardíacos

- tom de voz

- ausência de segurança afetiva

- ambiente familiar

Isso molda o Sistema Nervoso da criança.

 

Como isso aparece nos filhos?

Mesmo que nada de ruim aconteça, a criança (depois de adulto) pode:

 

- ser muito sensível ao estresse

- ter ansiedade "sem explicação"

- sentir medo sem causa lógica

- ter dificuldade de confiar

- ser autocobradora

- viver em alerta

- se assustar com facilidade

- sentir que precisa ser forte sempre

- medo de falhar ou decepcionar

 

O corpo aprendeu a responder ao mundo como se ele fosse perigoso - mesmo quando não é.

 

3 - Padrões Familiares Repetitivos -  o ciclo emocional que se repete

Alguns padrões que passam de geração em geração não por genética, mas por epigenética emocional:

 

- mães que se sacrificam por todos

- homens ausentes

- mulheres que carregam o emocional da família

- dificuldade com prosperidade

- relacionamentos tóxicos

- padrões de abandono

- medo de rejeição

- insegurança crônica

- pais críticos que geram filhos inseguros

- famílias com padrão de tristeza constante

- famílias onde todos adoecem da mesma forma

 

Esses padrões são reforçados por:

- ambiente emocional

- comportamento aprendido

- respostas biológicas repetidas

- crenças centrais da família

- atitudes que se tornam hábitos

- memórias corporais herdadas

 

Como isso aparece no presente?

Quando vemos:

 

- eu faço igual minha mãe fazia

- tenho o mesmo medo que minha avó tinha

- repito o mesmo padrão de relacionamento

- sinto a mesma tristeza que meu pai

- não consigo prosperar como minha família inteira

 

Isso é transmissão epigenética.

 

Por que isso acontece até 3 gerações?

Porque:

 

- quando uma avó está grávida da mãe, dentro da mãe já estão os óvulos que formarão a neta

- isso significa que avó - mãe - neta, são biologicamente conectadas

- as marcas emocionais e químicas passam por metilação e catelação.

 

Com o tempo, a tendência é dissolver, mas se o padrão se repete, ele se fortalece.